A curiosidade dos iniciantes como ferramenta de atualização
A curiosidade dos iniciantes como ferramenta de atualização

A curiosidade dos iniciantes é uma dádiva para o processo de aprendizado e manutenção do conhecimento moderno.



Na minha trajetória, e assim é até hoje, sempre busquei me aprimorar e me atualizar. Gosto de contar esta história porque creio metaforizar o que quero dizer, sendo eu mesmo o personagem.

 

Eu era um pré-adolecente e na época o vídeo game mais badalado era um Atari, que tive o prazer de ganhar de aniversário, e claro, dividir com meus irmãos!kkk. Quando eu via os jogos, me encantava. Com o tempo percebi que eles tinham um padrão, e que a dificuldade aumentava a cada fase, não porque tinham novas propostas de desafios, e sim porque aumentavam a velocidade.

Então comecei a querer saber sobre como os jogos eram criados. Lá em 1993 eu comprei meu primeiro computador, porque lendo nas revistas de bancas, soube que com um computador TK90, seria possível eu mesmo programar meus jogos. Era um computador que se conectava à televisão (na época de tubo), e que armazenava muito pouco em sua memória, e que jogos eram possíveis de serem jogados pressionando as teclas e carregando o início deles pela fita K7, e quando passava de fase, teria que carregar novamente.

 

Fato que nunca consegui fazer nenhum jogo, embora tenha digitado intermináveis linhas de programação. Tentei o Pacman – funcionou com defeitos, e ter que conferir linha a linha da programação realmente não era a minha. 

Mas, ele me abriu a mente para entender o que estava acontecendo. Minha realidade não me aproximava da tecnologia, mesmo assim continuei me esforçando para manusear computadores, DOS, BASIC. 

Depois do TK90 meu próximo computador foi o MSX… ele tinha entrada para drive, que para aqueles que não sabe, eram usados para ler os disquetes.

 

Mais tarde, com muito esforço, comprando dólar do meu patrão durante meses, comprei o primeiro computador da nova era, que era um 286, com Windows (não me lembro a versão), com o gabinete separado, com drive para disquete mais moderno e com tela preta e branco (era o que eu podia). Mais para frente comprei um mouse, Jesus, paguei 21 dólares, na época era como se fosse 50 dólares hoje.

 

Enfim, o kit completo, depois de um ano, a impressora Epson matricial, que imprimia pela fita e o papel era o modelo formulário.

 

Não fiz curso de Windows, excel, power point ou word. etc. Nunca fiz. Lia noite a fio o F1 – ajuda, ensinando a usar, e ia fazendo testes até quando a paciência me ajudava.

 

Mantenha-se atualizado sobre o mundo digital, dele jamais poderemos nos separar.

 

Desde então, ano a não, fico olhando o que há de mais novo, mais inovador e vou incorporando estas novidades em minha rotina de vida. Sempre com sacrifício, mas na vanguarda daquilo que minhas possibilidades permitiam, mesmo sendo um sacrifício.

 

O que esta trajetória me ensinou? 

A ter a curiosidade dos iniciantes sempre. E o iniciante é curioso e quer aprender a realizar de todo jeito. Veja a criança quando quer aprender algo. 

Ela pergunta muito, e depois de entender o que queria, quer fazer na sequência. Veja um aluno novo de violão, ele se senta com o professor no primeiro dia, e pergunta quando ele estará tocando igual ao artista que ele admira! A curiosidade do iniciante é fundamental.

O que não pode acontecer é morrer depois da curiosidade. É como matamos as nossas vontades, e se você não sabe disso, saberá agora, somos criados assim, e sequer percebemos que criamos assim também! 


A zona de conforto é um câncer em qualquer área da vida, e muito nítida quando não se atualiza do que no mundo digital está acontecendo.

 

Perceba como é o dia de datas comemorativas, a criança espera ansiosa pelo presente que pediu por dias, pediu por meses. Ao ganhar fica encantada, os pais ficam felizes pela realização do sonho, mas depois de alguns minutos, horas ou poucos dias depois, o brinquedo esta esquece que ele existe.

Este comportamento persegue uma parte importante das pessoas atualmente. O reflexo disso não é mais nos brinquedos, mas na aplicação daquilo que conhece. Parece que depois de conquistar o conhecimento desejado, coloca de lado e não aplica. Não via para o nível superior da etapa do conhecimento que é testar na prática.

A sensação que pessoas assim, é que nunca estão prontas e que precisam de mais, e mais, e mais conhecimento, mais um curso, mais um workshop. No caminho elas percebem que começam a ouvir informações parecidas, sempre muito boas, mas sem ser novidade. Porque isso? Porque não mudaram de patamar. É como o vídeo game Atari, não passou de fase, não acelerou!

Se você é uma pessoa que se sente assim, e que tem esta dificuldade de colocar algo em prática, posso te garantir que há pelo menos dois desafios para serem vencidos por você:

O primeiro é ter e saber fazer um planejamento que realmente seja possível coloca-lo em prática, e com pontos de controle e entregas que sejam comprometedores e mensuráveis.

Em segundo lugar, fazer um trabalho de autoconhecimento (coach, terapia, constelação), que achar adequado para você, que seja capaz de trazer consciência dos elementos sabotadores. O que te impede é o medo, que é uma dor universal de cada um de nós, e quando não entendida, vira um impedidor para seguirmos com o que buscamos.

Muito bem! Espero que com esta reflexão você tenha entendido que não é o curso que você faz o problema, ou com quem você trabalha, ou sua ideia, ou seu sócio, ou etc., mas o problema é você, que precisa fazer os seus 100% para que aconteça o que projeta. Não te falta nada, além de executar e realmente ser constante, e não permitir que a criança que enjoa das coisas domine seus resultados.



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